Arquivos Empregabilidade - Norberto Rotter
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TEMOS VAGAS!! – FALTA QUALIFICAÇÃO

TEMOS VAGAS!! – FALTA QUALIFICAÇÃO

Este é um período anualmente sensível. Muitas empresas querendo contratar, muitas pessoas precisando trabalhar, e ainda em ano de crise. Mas a receita é a mesma; as pessoas não querem trabalhar por trabalhar um dois meses e ir embora, as empresas também não desejam contratar por contratar para passados três meses demitir.
Para os candidatos a mensagem é: Esteja preparado. O despreparo nas entrevistas de seleção assustam. Os candidatos ao varejo por exemplo, não conhecem coisas básicas de vendas como Código de defesa do Consumidor; imagem pessoal, a importância do sorriso, de conhecer o produto, etc. Até a virada do século passado nós selecionadores tolerávamos desculpas de candidatos que alegavam não ter recursos para fazer cursos. Atualmente a internet tem milhões de informações, aulas, textos, vídeos de consultores renomados, falando de qualquer assunto. Assim considero inadmissível em tempos atuais que um candidato se apresente para uma vaga sem ter noção básica sobre do que ela se cerca em conhecimento e rotinas.

Portanto meus queridos, se estiverem em busca de trabalho, descubram a área que querem atuar e estudem muito pela internet. É investimento de retorno certo.

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OBRIGADO A DEMITIR? DEMITA COM QUALIDADE.

OBRIGADO A DEMITIR? DEMITA COM QUALIDADE.

Confesso que escolhi este título para minha coluna semanal com um certo dó, porém precisava chamar a atenção para este tema. Reiteradas vezes neste espaço tenho recomendado aos empresários que não sejam simplórios e preguiçosos nos momentos de crise, escolhendo o caminho mais curto,  ou caminho das demissões, antes de investigar seus sistemas, processos e custos, onde normalmente a solução se encontra.  No entanto também sabemos que, por vezes, esgotados estes recursos e demitir torna-se alternativa irremediável para “recolocar o barco no rumo certo durante a tempestade”.
Neste caso, é preciso lembrar que não estamos lidando apenas com objetos, mas seres humanos. Não estamos lidando com o funcionário A ou B, mas com suas famílias, filhos, seu moral, reputação, auto-estima, enfim, sua alma. O difícil ato de demitir, portanto, requer muito mais qualidade do que os da rotina corporativa, justamente por  acarretar estímulos motivacionais individuais e coletivos no campo das Relações Humanas.
Recomendo então:
 a)  Avise previamente com 30 dias antes o seu colaborador. Nenhuma desculpa justifica esconder sua decisão, pois ela sempre acabará vazando e além do trauma que irá causar no colaborador afastado, manchará sua imagem perante os demais; b)  Faça-o com respeito, se possível em reunião com os demais colegas agradecendo com franqueza sua colaboração,  deixando claro os motivos administrativos de decisão. Ou então,  faça-o em particular com respeito e gratidão; c) Prepare com critério toda a documentação e garanta todos os direitos do colaborador. 80% dos casos de ações judiciais movidas por demitidos devem-se a demissões traumáticas por erros e/ou má fé.
Considero estas dicas básicas e fundamentais, e entre outras, também recomendo a pesquisa. No entanto, estas já lhe garantirão tomar medida tão traumática com o mínimo padrão de qualidade administrativa e humana.
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JOVENS OU APOSENTADOS?

JOVENS OU APOSENTADOS?

Tenho sido questionado por diversas vezes nos últimos tempos sobre qual a melhor opção: contratar jovens inexperientes ou senhores e senhoras aposentados, para frentes de trabalho emergentes? Confesso que tenho ficado dividido na medida em que percebo jovens em busca de trabalho imediatista e para atender necessidades prementes. Ao mesmo tempo, percebo também aposentados, senhores e senhoras, que após longos anos de empenho e dedicação não encontram em suas aposentadorias a estabilidade recompensadora que esperavam.

Estas pessoas calejadas, pelo contrário, além de querer provar que ainda são úteis, demonstram invariavelmente maior dedicação e comprometimento com as oportunidades dadas. Tal dilema me faz reportar as teorias de Wroom acerca da expectativa. Se de um lado jovens buscam sem muito compromisso posições que lhes satisfaçam necessidades imediatas e temporárias, constato que os mais velhos trazem na sua busca expectativas mais longevas. Assim sendo, o dilema do consultor permanece.

Entendo que cabe ao empresário ou aos gerentes optar pela solução mais próxima daquilo que toda empresa precisa, ou seja, resultado. Um severo e rigoroso processo seletivo dotado de entrevistas detalhadas, longas e investigativas, deverá proporcionar a melhor escolha. O que importa é conseguir através delas a obtenção do melhor perfil que possa atender as verdadeiras necessidades do cliente. Portanto, neste mister fica clara a importância de que seja utilizado acima de tudo o bom senso acima do preconceito de um ou de outro. Isso significa ter juízo.

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EM 2015, ‘SAIA DA CASINHA’

EM 2015, ‘SAIA DA CASINHA’

Em tempos de competitividade aguda, buscar crescimento na carreira torna-se fundamental. Para trabalhadores de qualquer nível que desejam enfrentar esse desafio, uma qualidade essencial é a multifuncionalidade. As empresas estão cada dia mais avaliando as competências de seus funcionários e tomando como base, além de outras qualidades, a capacidade de cada trabalhador entender não apenas a sua função, mas as outras interligadas (ou não) à sua na máquina produtiva ou organizacional.

Respostas do tipo “não sei” devem ser substituídas por “eu aprendo”, “esta não é minha função” por “pode contar comigo”. É certo que subirão mais rápido os degraus da carreira aqueles trabalhadores que não se limitarem a conhecer unicamente suas atribuições e responsabilidades; aqueles dotados de visão sistêmica e ambição sadia, capazes de buscar o conhecimento das tarefas dos colegas de outros setores; os que possuam a humildade de perguntar, perguntar e perguntar; os que auxiliam os colegas nos minutos vagos, que topam qualquer desafio fora da sua função e assim aprendem o tempo todo.

Quando a empresa precisar substituir ou promover alguém, certamente estas pessoas serão lembradas.

Em 2015, “saia da casinha” da sua função, aprenda o máximo que puder de outros setores. Sua empresa é uma escola e você recebe para aprender.

Um ótimo fim de semana a todos!

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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E EMPREGABILIDADE

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E EMPREGABILIDADE

Cada dia mais o quociente emocional (Q.E.) se torna tão ou mais relevante que o quociente intelectual ( Q.I.) na avaliação das mais diversas posições disponíveis no mercado. De acordo com Goleman (1998) em “Inteligência Emocional”, seu best seller o qual recomendo, inteligência emocional em resumo é: “…capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos.”. Para ele, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano como afabilidade, compreensão e gentileza, têm mais chances de obter o sucesso. Ele divide o estudo em 5 habilidades: 1. Autoconhecimento Emocional – reconhecer as próprias emoções e sentimentos quando ocorrem; 2. Controle Emocional – lidar com os próprios sentimentos, adequando-os a cada situação vivida; 3. Automotivação – dirigir as emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal; 4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas – reconhecer emoções no outro e empatia de sentimentos; 5. Habilidade em relacionamentos interpessoais – interação com outros indivíduos utilizando competências sociais.

Portanto, esteja atento a sua Inteligência Emocional e o quanto ela pode fazer por sua carreira. Existem dezenas de testes disponíveis no Google onde você pode fazer uma avaliação prévia, analisar, mapear seus limitadores e buscar seu auto-aperfeiçoamento.

Um ótimo final de semana a todos.

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REDES SOCIAIS E PROCESSOS SELETIVOS

REDES SOCIAIS E PROCESSOS SELETIVOS

Em tempos de multiplicidade de redes sociais onde a “humanidade” pode saber quem você é, seus gostos , opiniões, hábitos, etc,  cresce a importância de que profissionais preocupados com sua carreira redobrem o cuidado com o que postam, com o que curtem, aprovam ou combatem, com as opiniões que emitem. Sem querer todos estão apresentando um perfil explícito da sua personalidade e caráter.  Cada dia mais as corporações utilizam as redes sociais como ferramenta para compor os sistemas de avaliação nos processo seletivos internos.
Lembre-se: “Mais vale um grão de imagem do que uma tonelada de competência”.  As redes sociais estão repletas de erros de posicionamento, de mal entendidos, de bate-bocas infundados e descabidos, fotos não autorizadas ou autorizadas que, logo após, o autor se arrepende, mas sem volta depois de publicadas, vistas e interpretadas. Nelas você poderá demonstrar ser preconceituoso ou isento de preconceito, ser humilde ou arrogante, ser respeitoso ou desrespeitoso, ser depressivo ou feliz , ser um crítico contumaz ou respeitador das diferenças, etc.
Cabe ao profissional do nosso tempo, desde o mais jovem até o mais experiente, neste cenário de armadilhas, estarem atentos e contarem até mil antes das ações. O ambiente web, como todo o ambiente de liberdade, requer responsabilidade para com a sociedade, para com sua imagem pessoal e para com sua carreira.
Um ótimo fim de semana a todos.
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POUPANÇA E EMPREGABILIDADE

POUPANÇA E EMPREGABILIDADE

 “O medo é o maior inimigo da Qualidade”. Profissionais com medo de perder o emprego por qualquer motivo, apresentam natural dificuldade de  questionar, opinar, muitas vezes deixando oportunidades de ouro  de assumir posicionamentos decisivos para a evolução do seu setor e, em ultima análise, da empresa. Por vezes a causa de sentirem medo  deve-se a não possuírem uma situação financeira estável, segura, equilibrada e devidamente estruturada para uma eventual mudança de rumo na carreira.  Poupar é uma forma de adquirir esta segurança necessária para um desempenho corajoso  e determinado no trabalho. Este desempenho, cada dia mais avaliado nos processos de gestão de pessoas, garante ao agente de mudanças respeitabilidade e crescimento profissional e, como consequência, aumenta seu grau de estabilidade e empregabilidade.
           Portanto, embora a cultura da poupança cresça ainda lentamente devido a tantos anos vividos em sistemas financeiros comandados pela inflação, onde não se sabia o valor do dinheiro, aconselho as novas gerações profissionais a terem este hábito.  Poupar 10% do salário  é o mínimo desejável. A família deve participar deste esforço, incentivar e respeitar esta forma de conduzir a qualidade de vida pessoal e profissional dos seus membros.
          Um ótimo fim de semana a todos.