janeiro 2015 - Norberto Rotter
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ASSÉDIO MORAL

ASSÉDIO MORAL

A Atendendo pedidos dos leitores trago para reflexão o assunto recorrente “ ASSÉDIO MORAL” , cometido costumeiramente dentro das empresas seja por falta de conhecimento sobre o assunto seja por total despreparo dos seus dirigentes. Abaixo o que falam os especialistas:

“ Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados” . A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, frequentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua autoestima.

Em resumo: um ato isolado de humilhação não necessariamente é assédio moral. Este, pressupõe:

a) repetição sistemática;
b) intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego);
c) direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório);
d) temporalidade (durante a jornada, por dias e meses);
e) degradação deliberada das condições de trabalho.

“ …Devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.” (De acordo com a OIT BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.)

Portanto seja qual for o tamanho da sua empresa, mantenha-se atento. Pratique a disciplina sem perder o respeito pelo seu capital humano.

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EM 2015, ‘SAIA DA CASINHA’

EM 2015, ‘SAIA DA CASINHA’

Em tempos de competitividade aguda, buscar crescimento na carreira torna-se fundamental. Para trabalhadores de qualquer nível que desejam enfrentar esse desafio, uma qualidade essencial é a multifuncionalidade. As empresas estão cada dia mais avaliando as competências de seus funcionários e tomando como base, além de outras qualidades, a capacidade de cada trabalhador entender não apenas a sua função, mas as outras interligadas (ou não) à sua na máquina produtiva ou organizacional.

Respostas do tipo “não sei” devem ser substituídas por “eu aprendo”, “esta não é minha função” por “pode contar comigo”. É certo que subirão mais rápido os degraus da carreira aqueles trabalhadores que não se limitarem a conhecer unicamente suas atribuições e responsabilidades; aqueles dotados de visão sistêmica e ambição sadia, capazes de buscar o conhecimento das tarefas dos colegas de outros setores; os que possuam a humildade de perguntar, perguntar e perguntar; os que auxiliam os colegas nos minutos vagos, que topam qualquer desafio fora da sua função e assim aprendem o tempo todo.

Quando a empresa precisar substituir ou promover alguém, certamente estas pessoas serão lembradas.

Em 2015, “saia da casinha” da sua função, aprenda o máximo que puder de outros setores. Sua empresa é uma escola e você recebe para aprender.

Um ótimo fim de semana a todos!