março 2010 - Norberto Rotter
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O “Gerente Pastor”

Já observaram como as igrejas protestantes são criticadas e por vezes até ridicularizadas no nosso dia-a-dia? Mas já pararam para pensar por que pessoas tão humildes trabalhadores assalariados deixam seus dízimos nestas congregações com tanta felicidade?
Existe uma explicação lógica e humana nestas atitudes de crença e comprometimento.

Aquele “paroquiano” ou “crente” como queira, entra e sai da empresa mal vestido, sem uniforme, 30 dias sem ser notado. Seus gerentes ou “patrões” mal sabem seu nome, onde mora, quantos filhos possue, se sofrem por alguma doença grave, sequer se tem alguma família. Então domingo este mesmo “crente operário” coloca um terno, gravata, a esposa se arruma cheirosa e bela, coloca ainda nos filhos a melhor roupa e lá vão todos para a Igreja. Lá chegando, o gerente “presidente” da empresa (Igreja) o espera na porta, lhes recebe com um sorriso aberto, cumprimenta um por um, chamando-os pelo nome, pergunta como está a construção da casa na vila tal, como esta a dona fulana mãe da esposa e se o filho menor melhorou da garganta.

O dia que os gerentes passaram a conhecer profundamente seus colaboradores, sua família, suas angustias e apreensões e além disso passarem a recebê-los na porta da empresa com um sorriso de boas vindas, os níveis de motivação e produtividade alcançarão índices tão altos ao ponto do salário deixar de ser a única recompensa significativa para o Capital Humano.